terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Resultado

Devagarinho o volume vai aparecendo, as veias vão tecendo uma teia subindo pelos antebraços até os ombros, a gordura vai diminuindo e vejo feixes de músculos estimulados até a falha, até a dor... Não posso mais viver sem isso! Foda-se os que não apreciam isso. Sou grande porque penso grande, porque gasto minha energia com aquilo que me faz crescer...

E pra quem acha que marombeiro é burro, visita meu lattes.

Porque aqui ainda é meu campinho, eu falo o que eu quero, eu dito as regras e quem não gostar que vá à merda.

Mundo horrivel gente desprezível, a quem vou me justificar - Matanza

sábado, 20 de agosto de 2011

Texto clichê nº 8



Algumas vezes eu recorro aos mesmos temas, começo meus textos da mesma maneira e uso as mesmas frases. Quando chego à metade, apago tudo: Já escrevi isso tudo antes.

Às vezes minha vida parece estar num platô, mas para saber se isso é bom ou ruim eu preciso recuar um pouco e olhar as coisas de uma forma mais geral.

Um drama alheio me fez recordar o meu próprio desespero, minha total desilusão com tudo, quando eu dizia a mim mesma para apenas seguir em frente: andando, transpondo o que estivesse a frente, me arrastando, não importava o que houvesse no caminho, apenas me levar pra frente.

Eu nunca soube onde iria chegar, na verdade tudo se baseava em não ir logo para o final, ainda que o meio me fizesse desejar absurdamente aquilo. Fui pelo caminho mais longo, recusei o que parecia certo e me afastei. Algumas coisas eu reencontrei pelo caminho, mais fortes, estas permaneceram comigo. Tudo isso fez parte de uma dolorosa subida.

Hoje, vivendo no platô, sei que algumas coisas podem desestabilizá-lo, mas durante minha subida, me dei ao direito de permanecer em baixo, de tomar consciência de tudo aquilo, para hoje não ter medo de tentar. Sei o que posso ou não fazer, sinto como se eu pudesse tocar o céu.

Hoje eu cresci, sou mais determinada, disciplinada, muito mais forte, meu “ser forte” vai muito além da musculatura que ostento e do peso que consigo manipular, ser forte abrange toda minha estrutura, meu auto-controle, minha resistência, enfim... Hoje eu aceito que tudo tem um inicio, meio e fim, inevitavelmente. Eu aproveito o meio, quando me é favorável, se não for, apenas deixo-o passar por mim.

Fico triste quando pessoas com potencial usam sua força para fazer escolhas que as levam pro caminho mais curto, interrompendo trajetórias que poderiam ser fodas! Até porque, mesmo isso sendo inevitável, às vezes nos surpreendemos com coisas realmente agradáveis, nos lugares e pessoas mas improváveis.

E olha que eu só tenho 21 anos e falo isso comentando apenas dos últimos 4 anos que estive aqui, que dirá quando tiver 40? 50? E se não tiver? Well, whatever. Não posso dizer nomes, não conheço pessoas, não conheço muita coisa além de mim mesma, mas pra escrever o MEU blog, acredito que apenas isso baste!

Será que meu leitor mais assíduo continua por aqui? RS

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A vida em contagem regressiva





Eventualmente eu sinto necessidade de postar algumas das minhas reflexões aqui. A de hoje talvez seja infeliz, e, por motivos éticos, não posso dar detalhes, mas deixo apenas registrado que a situação colocada abaixo é real, se alguém conhecer a doença, gostaria de pedir que não se manifestasse - não gostaria de ver meu blog e minha opinião relacionados a ela, em respeito aos portadores e cuidadores. A minha reflexão é apenas sobre decisões e modos de vida e contraria o que é o “certo” (ou não).

Para o texto, vamos chamá-la apenas de “doença”, caracterizada por uma involução da pessoa ainda em período de infância que a leva a óbito na adolescência, com as novas tecnologias e tratamentos alguns pacientes chegam à fase de adulto jovem, vivos (não vivendo, digamos, sobrevivendo, respirando... enfim).

Pois bem, ainda crianças, essas pessoas descobrem que não irão viver por muito tempo. Quando estão recém começando a se desenvolver, explorar e descobrir (tomar consciência d) o mundo, começam a perder as coisas que conquistaram ao longo de poucos anos. Coisas simples, como andar de bicicleta, correr, jogar bola, podem se resumir a pouquíssimos anos (uma média de 5, sendo bem otimista).

Os pais/cuidadores, na melhor das intenções, querem que seu filho viva, ao invés de 16 anos, uns 22, por exemplo. Então, inicia-se uma rotina desgastante para a família: médicos, fisios, fonos, psicos... Toda uma equipe que irá acompanhar a criança durante toda sua (curta) vida.

E no que vira a curta vida da criança?

Apenas numa curta existência? Em troca de alguns anos?

Se fosse um câncer terminal, em uma pessoa de 40 anos, será que esses 6 anos fariam com que a pessoa decidisse anular seus prazeres em troca desses anos? Cheios de rotinas médicas, hospitais, clinicas, exames e consultas? Ou será que essa pessoa decidiria viajar pelo mundo, beber e comer o que quisesse e morrer em um ano? Certamente haveriam as duas escolhas.

A criança não tem essa opção. Pudera, a criança nem teve tempo de descobrir tantas coisas para poder escolher dentre elas. Nesse caso, se a criança decidisse, por exemplo, realizar alguma atividade na qual ela se machucasse, talvez de forma irreversível, ninguém iria dizer que ela quis apenas “aproveitar o tempo que resta”, mas sim acusar os pais de irresponsáveis, etc, etc...

Mas, o pior no fundo, é todos vivermos como se nossas vidas não fossem acabar, como se todos não estivéssemos em uma contagem regressiva, ou ainda como se o fim estivesse demasiadamente distante.

domingo, 10 de abril de 2011

Fumaça

Ele me encarava solitário, o último marlboro dentro do maço. Já havia decidido fumá-lo no banho. Achei a idéia interessante, meio idiota a principio, mas resolvi arriscar. Antes de abrir o chuveiro dei duas boas tragadas... Abri e deixei a água quente correr pelo meu corpo, apoiei minhas mãos na parede e fiquei ali. A fumaça do cigarro se misturava com o vapor do chuveiro, eu olhava para cima, soprava, minha fumacinha branca se misturava com todo o resto de fumaça branca do vapor e esse, por sua vez, se misturava com a espessa neblina da noite lá fora. Por alguns instantes senti uma conexão entre tudo aquilo, uma ligação minha com o universo, aquela fumaça branca que saia da minha boca e ia se fundir com o mundo lá fora. Paz.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Eu e o Ódio

Sempre fui uma adepta do ódio. Tanto que, pra quem me conhece, é comum me perguntar "o que tu não odeia, phormiga?"

Durante muito tempo cultivei muito ódio no meu coraçãozinho. Eu era uma personificação do ódio.

Nos últimos dias consegui reduzir pensamentos negativos, me questionando sobre eles.
"Odeio andar no meio de tanta gente. Tá, mas peraí! Adianta eu odiar isso? Isso vai fazer as pessoas sumirem? Isso vai facilitar andar entre essa gente?" No fundo, o ódio é MEU. Ou seja, ele vai se voltar para mim, me prejudicando.

Tava meditando sobre isso há uns minutos: Qual a vantagem do ódio? É um sentimento ruim, cansativo... Se quero diminuir minha agressividade, talvez seja legal fazê-la diminuindo também o meu ódio.

É ruim apenas para mim. A pessoa/coisa que odeio não vai sumir por isso, vai apenas ser mais dificil PARA MIM tolerar isso.

/me estranhamente zen

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mente x Corpo (Treinar doente)

Quem segue o método de treinamento do “Tio Arnold” provavelmente conhece o que ele falava sobre a importância da mente durante o treinamento, da motivação, enfim... De como a mente atua ajudando o corpo.

Mas e quando é ao contrário? Quando queremos que a mente “convença” nosso corpo de que ele não pode treinar, por mais que ele queira?

Estou com uma gripe fudida desde domingo: Dor de garganta, ouvido, no corpo, muita secreção e febre. Da última vez que fui treinar assim estava me sentindo “razoável” (mais ou menos como hoje), “só” estava com tosse, dor no corpo, uma febrinha leve e coriza. Meu corpo pediu tanto que resolvi ir pra academia, mas o acordo (mente x corpo) era um treino leve, quase recreativo. Resultado? Não consegui, treinei pesado, o dia que era pra ser o último de molho acabou resultando em mais 3 dias de descanso forçado. Perdi uma semana de treino.

Ontem eu estava convencida de que não poderia ir. Hoje meu corpo e minha mente tiveram outra discussão. Meu corpo, mesmo com dor e imprestável (se fosse pra ir pra facul eu nem levantaria da cama) quer ir pra academia, me tirou da cama às 6h e agora minhas pernas estão quase me levando para a porta contra minha vontade. Minha mente avisa “ta doente, não vai, não vai!”. Parece ridículo, mas preciso me esforçar mentalmente pra me convencer a ficar em casa! Sei que se eu for tem grandes chances de perder o resto da semana. É só mais um dia de descanso!

Mas isso não parece descanso, parece tortura!!! Quatro dias sem treino, meu corpo parece doer de vontade, hahahah... [vigoréxica on]

*esforço descomunal para voltar pra cama*